Sete escolas particulares de São Luís já suspenderam aulas presenciais após suspeita de casos de Covid-19
Desde
o retorno das aulas presenciais no Maranhão, em agosto, ao menos sete escolas
particulares de São Luís suspenderam as atividades por causa de casos da
Covid-19 entre alunos ou funcionários.
Os
dois últimos colégios a suspenderem as atividades foram o Upaon-Açu e
Educallis, que são da rede particular da capital maranhense.
Nessa
quinta-feira (17), o Colégio Upaon-Açu confirmou que uma das professoras do
Ensino Médio foi diagnosticada com a Covid-19.
"Buscando
preservar a saúde da comunidade Upaon, portanto, de todos os colaboradores e
estudantes, as aulas serão suspensas a partir do dia 18/09, amanhã,
sexta-feira, retornando no dia 05/10, segunda-feira, cumprindo rigorosamente o
Protocolo de Biossegurança e as medidas cabíveis em consonância com os
documentos oficiais do Estado", publicou oficialmente o colégio.
Também
nessa quinta, o Colégio Educallis comunicou que suspendeu as aulas por 14 dias
após dois funcionários da instituição testaram positivo para a Covid-19.
"O
Colégio Educallis informa que suspenderá as aulas presenciais do Ensino
Fundamental anos iniciais e finais e Ensino Médio por 14 dias, a contar do dia
18 de setembro. Tal medida se deve ao fato de termos sido comunicados hoje de que
dois funcionários da nossa Instituição testaram positivo para a Covid-19",
comunicou o colégio.
"Diante
do exposto, e em consonância com o Protocolo de Retorno às Aulas Presenciais e
as Orientações da Organização Mundial de Saúde, essa é a ação necessária que
nos cabe realizar neste momento. Assim, durante os 14 dias, todas as aulas
ocorrerão no remoto", completou a nota.
Desde
o dia 3 de agosto, quando foi liberado o retorno às aulas em escolas
particulares de São Luís, pelo menos sete instituições privadas da capital
suspenderam as aulas presenciais por causa de casos da Covid-19 entre alunos ou
funcionários. Apesar da interrupção, todas as escolas dizem ter continuado o
cronograma de ensino com aulas remotas.
O
caso mais recente de suspensão foi divulgado na última quarta-feira (16),
quando a Escola
Dom Pedro II informou a suspensão das aulas presenciais na unidade por
sete dias, após a suspeita de um caso Covid-19 em uma criança do ensino
fundamental I. De acordo com a direção, a medida integra o Protocolo de
Biossegurança, implementado pela instituição e está em consonância com as
autoridades estaduais de saúde.
No
dia 9 de setembro, o Centro
Educacional Sagres suspendeu por 14 dias as aulas presenciais na
unidade após uma professora do Ensino Fundamental ter testado positivo para a
Covid-19. A direção informou que a escola passaria por um processo de
higienização e que a decisão de suspensão segue de acordo com a Portaria nº 047
de 23 de julho, do Governo do Maranhão.
No
dia 23 de agosto, o Colégio
O Bom Pastor Júnior (educação infantil e fundamental) comunicou aos pais a
suspensão das aulas presenciais após um professor estar com suspeita
de Covid-19. A medida valeu por 14 dias e foram mantidas as aulas à distância.
No
dia 9 de agosto, o
Colégio Dom Bosco também havia suspendido as aulas presenciais porque uma
colaboradora da instituição testou positivo para Covid-19. Por isso,
as aulas presenciais foram suspensas nos últimos anos do Ensino Médio e do
Ensino Fundamental.
Antes,
no dia 2 de agosto, o Colégio Batista adiou o retorno das aulas presenciais da
3ª série do Ensino Médio porque um professor testou positivo para a Covid-19.
Segundo a instituição, ele estava assintomático e foi afastado das atividades
presenciais por 14 dias.
Associação dos pais questiona a volta às
aulas presenciais
A
Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Estado do Maranhão
(ASPA-MA) questiona a volta às aulas presenciais nas instituições privadas. A
ASPA diz que a volta ocorreu sem a participação dos pais e que ainda não há
segurança para a volta dos alunos à escola.
Em
um ofício enviado ao Ministério Público do Maranhão, Defensoria Pública e
Procon, a associação diz que a Organização Mundial de Saúde (OMS) 'não decretou
o fim da emergência em Saúde Pública' e que o governo do Maranhão apenas
'autorizou' as aulas presenciais, mas não 'obrigou' essa volta.
Já
o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Maranhão (Sinpe-MA)
afirma que as escolas particulares estão respaldadas pelo Decreto Estadual
35.897/2020, que manteve suspensa as aulas presenciais apenas até o dia 2 de
agosto. (via: G1 MA)

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