Especialista também aponta os vilões que podem gerar o efeito contrário e prejudicar as funções cognitivas do cérebro
É comum a memória apresentar sinais de enfraquecimento ao longo da vida adulta. É o que mostra um estudo realizado pela University College de Londres (UCL), indicando que as funções do cérebro podem começar a enfraquecer já aos 45 anos de idade. Mas fique tranquilo! Existem formas de prevenir esse processo, e uma delas passa por uma alimentação equilibrada, que contribui para o fortalecimento das funções cerebrais.
A nutricionista e professora de Medicina do IDOMED Açailândia, Rafaelly Raiane, explica que, com o envelhecimento celular, é possível haver um declínio na função cognitiva, prejudicando, entre outros fatores, a memória. “Entre as estratégias de prevenção, podemos citar a alimentação adequada e saudável, em que a combinação de alimentos e nutrientes-chave para a função cognitiva pode trazer benefícios para a pessoa”, completa a especialista.
A nutricionista ainda destaca que existem dois tipos de dieta considerados eficazes quando o assunto é melhorar a memória: a dieta do Mediterrâneo e a dieta MIND. Ambas têm em comum o alto consumo de alimentos in natura, mas possuem características que as diferenciam. Na dieta do Mediterrâneo, são indicados vegetais, frutas, legumes, azeite de oliva, peixes, cereais e castanhas, além do consumo moderado de vinho tinto. Já a dieta MIND recomenda, especialmente, o consumo de frutas vermelhas e vegetais de folhas verdes.
De acordo com a especialista, dietas desse tipo têm ação anti-inflamatória e antioxidante devido ao alto teor de polifenóis, como os flavonoides. “Essas substâncias estão associadas a um melhor desempenho cognitivo, especialmente no que diz respeito à memória espacial e ao aprendizado, além de contribuírem para reduzir a perda neuronal relacionada ao envelhecimento”, orienta.
A especialista explica, também, que os alimentos que fazem parte dessas dietas são ricos em vitaminas do complexo B, vitamina E, ácidos graxos ômega-3 e outros nutrientes. De modo geral, os nutrientes benéficos para a memória são encontrados principalmente em vegetais, especialmente os de folhas escuras, ricos em folato, vitamina E e carotenóides, frutos do mar (fontes de ômega-3) e frutas vermelhas (fontes de polifenóis).
“A recomendação diária desses nutrientes, ou seja, a quantidade que cada indivíduo precisa consumir, deve respeitar as características individuais, como idade, sexo e eventuais patologias. Procurar um nutricionista para adequar a dieta à sua individualidade é sempre o mais indicado”, finaliza a profissional.
E o que evitar?
Por fim, Rafaelly chama a atenção para o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e trans. De acordo com a nutricionista, eles contribuem para o aumento do declínio cognitivo, associado a danos na barreira hematoencefálica como consequência de processos inflamatórios. “Vale ressaltar que alimentos ultraprocessados, especialmente os ricos em açúcar, também merecem atenção, já que estão associados ao aumento da atividade inflamatória”, completa a especialista.

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